Archive for Março, 2008

A few words about OpenProj.

Já algum tempo procuro uma ferramenta decente para controle de projetos que seja em Software Livre/Open Source. Uma boa alternativa foi o planner do projeto gnome, e utilizei ele por um bom tempo. Contudo recentemente fui apresentado a uma ferramenta, que na minha humilde opinião é BEM mais eficaz.

O Fuzaro nessa semana me apresentou o OpenProj, baseado em java. A licença dele é a CPAL, uma variação da MPL(licença do Mozilla). Ele pode ser baixado aqui. Já existe até o .deb para baixar :)

Ela é muito prática e tem várias features interessantes. Vamos para um overview mais didático. Imagine que o Darth Vader fosse fazer um projeto – “Rule the Galaxy”. Logo que ele abrisse a ferramenta ela já pediria o título do Projeto e o Gerente, como mostra a Gravura.

Iniciando um projeto.

Após isso, a tela principal aparece. Ela é muito próxima do M$ project, o que facilita a adaptação mais facilmente. Voltando ao exemplo, está na hora de incluir a primeira tarefa. Na primeira coluna[1] aparece uma referência sequencial de tarefas. A terceira coluna[2] o nome da tarefa, e a próxima coluna[3] sua duração, inclusive com datas de início e fim. Num frame adicional, temos uma representação gráfica do cronograma[4], o diagrama de GANTT. O Legal, é que vc pode aumentar ou diminuir o tamanho das tarefas com o ponteiro do mouse, e criar vínculos dinâmicos com outras com drag and drop. Olhe a tela principal abaixo:

Tela Principal 1

Como você pode notar, cada tarefa tem que estar designada para 1 ou n recursos, para isso é preciso cadastrá-los. here it go! Vamos acrescentar alguns. Que tal uns 4 + o Gerente? (Na Teoria ele deveria realizar mais trabalho de integração do que propriamente a mão-na-massa, mas na prática…). Vamos lá clique no botão com um boneco pequeno, na coluna a esquerda[1].

Tela de Recursos.

Na coluna nome é você descreve o recurso por nome[2], a RBS(Resource Breakdown Structure) é a estrutura analítica de recursos(EAR), ou seja um controle de recurso e não de trabalho como o WBS(ou EAP). No campo tipo você pode selecionar se é do tipo trabalho (pessoas) ou Material.  A última na gravura [3] é interessante, pois permite você classificar os recursos e agrupá-los de forma mais conveniente.

Ok agora que temos alguns recursos vamos alocá-los as tarefas. Volte para a página principal.  Clique no link do gráfico de GANTT, é o primeiro na coluna da esquerda.

Agora dê um clique duplo na tarefa criada, irá abrir uma janela de propriedades daquela tarefa, a número 1, ou a primeira no WBS. Quando abrir a janela de propriedades clique na aba de recursos, nessa tela clique no botão “Alocar recursos”. Você verá os recursos que você cadastrou. Dê uma olhada na gravura abaixo:

Alocação de Recursos.

Você pode selecionar os recursos que você quiser para cumprir aquela tarefa. Na coluna R/D indica o tipo de “convocacão” que será feita, se o recurso for seu ele pode ser demandado, se for de outra gerência ou tiver que ser contratado ele é solicitado. A última coluna indica quanto será a divisão da tarefa pelos recursos. Se uma tarefas tiver 100 horas e ela é dividida de forma igual por 2 recursos(50% por recursos), cada um trabalhará 50 horas; se fosse por 3 recursos, o primeiro com 50%  e os outros dois com 25% -  ficaria o primeiro com 50 horas, e 25 horas para cada recurso restante.( A gravura está representado 200%, ou seja ela seria feito no dobro do tempo estimado).

Agora temos os nossos recursos. Na coluna trabalho, você coloca quantas horas aquele recurso trabalha e automaticamente ele mostra a percentagem que você alocou na tela anterior.  No caso a tarefa demorará 16 horas ou o dobro do estimado (um dia – 8 horas).[1]

A última tabela, mostra o custo que pode ter até 5 categorias[2].

Alocação de Recursos.

Ele ainda possui recursos avançados de custos, como tabelas próprias para cada recursos, assim como adicional de horas extras, também por recursos.

Outro ponto importante, que infelizmente o Planner não contemplava é o WBS.  O WBS é o ponto mais importante do projeto, e nortea todo o planejamento de das tarefas.Vamos acrescentar mais tarefas e ver como funciona.

Uma boa prática é criar um tarefa “pai de todas” com o nome do projeto, isso vai deixar o WBS mais organizado[1]. Com o botão direito, numa tarefa, vc verá que ele dá, entre outras duas opções  recuar a direita ou a esquerda, isso causa a identação. Direita filho, esquerda pai. Deixe a tarefa com o nome do projeto no nível mais alto e todas as outras a esquerda dessa. Outra coisa, quando vc cria uma tarefa pai, ela fica virtual, ou melhor, seu cumprimento está dependente da conclusão com êxito das filhas, no exemplo elas estão em negrito[2].  Assim temos a tarefa #1 com o nome do projeto[1] e outras 6 tarefas, sendo as tarefas #4 e #5 sendo filhasda tarefa #3 [2].

Tela Principal + tarefas

Pronto, agora clique no botão EAP(Estrutura Analítica do Projeto) que é a tradução de WBS (Work Breakdown Structure), já a M$ chama de EDT (Estrutura de Divisão de Trabalho), mas é tudo a mesma coisa. Bom, você pode ficar a vontade para escolher, desde que seja EAP e clique nesse botão. :)

Estrutura Analitica do Projeto.

Que lindo, não é mesmo! Temos no topo o nome do projeto, e nas estremidades o que nosso amigo PMBOK chama de Pacote de Trabalho. Note que ele também a estrutura identada e custos, se devidamente preenchido seu projeto está quase lá.

***Nota importante: Um coisa importante, é que segundo o PMBOK, por intermédio do WBS, e de seus pacotes de trabalho, é que são criadas as atividades. Aqui estamos fazendo ao contrário, isso não é o melhor. O ideal, é fazer o WBS,  identificar as entregas, e a partir deste chegar nas atividades que irão suportar as entregas esperadas.

Existe muito mais coisas que poderíamos abordar, mas eu preciso continuar vivendo. Espero que vocês gostem e utilizem o software.

Add comment 07 Março 2008

Nenhum Homem é uma ilha…

Em 2006 o Gitarrista e vocal do Pink Floyd, David Gilmour lançou seu excelente terceiro album solo, chamado “On an Island”, até aí morreu neves. Ele mantém a mesma linha floyd, mas está bem diferente, por exemplo, do Division Bell – que era um disco do Gilmour com o selo do Floyd que gerou a turne do Pulse de ‘94. Mas então, o “On a Island” vale a pena escutar, anote aí as dicas do tio Leandro: “On an island”, “The Blue”, e “Smile”.

Dá para matar a saudade e dá para escutar pela primeira vez. Segue a Baixo o disco.

01. Castellorizon
02. On An Island
03. The Blue
04. Take A Breath
05. Red Sky At Night
06. This Heaven
07. Then I Close My Eyes
08. Smile
09. A Pocketful Of Stones
10. Where We Start

Agora o legal mesmo, e o que eu queria falar, é sobre a turne do disco, “Remember that night – Live at Royal Albert Hall”. Um excelente DVD duplo, ao vivo, com mais de 3 horas de duração e com participações de Rick Wright (Parceiro de Pink Floyd) e incríveis aparições de Robert Wyatt, David Bowie, e Crosby & Nash. Isso mesmo!

Mas o review eu faço depois ;)

Ah só pra constar meus tempos de free-lancer only thats over baby… finalmente voltei a um emprego tradicional de 8 horas. Projeto e Software Livre, Software livre e projetos…

2 comments 06 Março 2008


 

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